
E-books serão o novo paradigma de leitura. Mas somente as próximas gerações verão isso acontecer.
Bem, nenhum desses pontos apontados pelos dois lados são errados. Não há o que discutir que para quem gosta de ler um bom livro o manuseio é um componente importante na experiência de leitura, além das telas cansarem – umas mais, outras menos - a vista.
Mas então por que digo que o E-reader irá substituir o livro? Simples. Não somos nós que veremos isso. São as próximas gerações, em 30, 50 anos. O avanço tecnológico criará e-books dobráveis, sem agredir a visão, e a experiência que temos com o livro deixará, aos poucos, de estar presente na maioria das escolas (que já começam fortemente a era da digitalização das salas de aula). Até porque a convergência faz com que o E-reader seja mais do que um livro, seja internet, jornal, revista, player…
O livro irá acabar? Não. Mas será artefato para colecionadores, como aconteceu com o vinil, e está prestes a acontecer com o CD. Acho até que não seja ruim essa mudança. Somente o barateamento do custo e a ampla oferta de títulos, em diversas línguas (tente importar um livro hoje em dia pra ver a dor de cabeça, ou 1 mês de espera) já são suficientes para justificar um novo paradigma de leitura.
A única coisa que pode atrasar um pouco essa revolução é a lógica das editoras, que temem sofrer mais do que a indústria fonográfica com a virtualização dos livros.
Mas quer saber de uma coisa? Pode até se debater, não tem volta. Ou repensa o modelo de negócio, ou Arrevouir.
Repito. Não somos nós que consolidaremos esse processo. Somos como a geração do D.O.S, que abriu as portas para a geração da cloud computing - apenas iniciadores.
Pesquisa mostra que o movimento já começou
Para os céticos que acham que o início dessa nova era está longe (repito, apenas a consolidação está distante), a empresa de pesquisa de mercado NPD Group divulgou pesquisa em que 37% dos consumidores entrevistados disseram ter interesse na compra de um E-reader.
É verdade, porém, que mais de 40% ainda reportou ter pouco ou até mesmo nenhum interesse. Só que ai vai um dado interessante sobre essa parcela: aproximadamente 70% dos não interessados afirmam simplesmente que gostam e preferem ler livros tradicionais.
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