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Facebook Lite

O Facebook lançou uma nova versão da ferramenta de relacionamento em modelo Lite, mais simples e leve que o tradicional. Ainda em fase de testes, a novidade acaba lembrando o Twitter, como se fosse uma contra-ofensiva ao microblog. Na nova página, os usuários podem fazer comentários, aceitar solicitações de amizade, escrever recados no mural e ver fotos e atualizações de status.

“Estamos testando uma alternativa simplificada ao Facebook.com que carregue um conjunto específico de recursos de forma rápida e eficiente”, afirmou a empresa em comunicado reproduzido pelo Diário do Grande ABC.

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Segurança OnLine e em Redes Sociais: Um Ensaio

Por Romulo Cholewa, gerente de Contas Estratégicas da Lanlink

"Lembro de uma época quando coloquei minha primeira página pessoal online. Naquele tempo, não havia blog, muito menos o seu conceito. Não havia nada!"

"Lembro de uma época quando coloquei minha primeira página pessoal online. Naquele tempo, não havia blog, muito menos o seu conceito. Não havia nada!"

Você certamente já ouviu falar do termo “orkuticídio”. Se não ouviu, não deve saber também o que é uma rede social, não gosta de computadores e, principalmente, da Internet. Eu já recebi vários emails de pessoas alegando que cansaram do Orkut e estavam apagando os seus perfis. Já recebi um sem número de mensagens semelhantes para outras redes sociais da qual participei. Alguns foram mais diretos, e alegaram que a saída era uma solução para reduzir a sua exposição online.

Sabe por que cansaram ? Cansaram de se expor intencionalmente.

O fato é que, desde o finalzinho do século passado, as pessoas têm ferramentas que lhes permitem colocar um toque pessoal em seu avatar online. Outrora chamados de blogs, fotologs e afins, passando pela simples ideia de qualquer site que lhe permita divulgar (uso esta palavra intencionalmente – sim, divulgar!) quaisquer informações sobre você, incluindo aí informações pessoais, intencionais, advertidas ou inadvertidas, inocentemente ou não. Para você que não lembra, os primeiros programas de mensagens instantâneas, como o ICQ, permitiam que você criasse um perfil próprio, com informações bem detalhadas, e até fotos, posteriormente.

Depois de dois parágrafos, já deve começar a se perguntar o que tem a ver o orkut com blog, com fotolog ou até com programas de mensagens instantâneas, como ICQ ou Messenger. TUDO a ver. Muito mais do que você nunca imaginou: todos são formas de levar a SUA informação pessoal para um mundo sem fronteiras. Todos são caminhos para tornar públicas informações pseudo-confidenciais (e, ainda, confidenciais em muitos círculos sociais, quero deixar claro) – colocar tudo em uma vitrine para qualquer um ver. Afirmo e reafirmo quando uso o prefixo “pseudo”. Mais adiante.

Lembro de uma época quando coloquei minha primeira página pessoal online. Naquele tempo, não havia blog, muito menos o seu conceito. Não havia nada! A Internet acabara de se tornar algo comercial, e a inocência reinava. Ganhar dinheiro online era um conceito inexistente. A rede era para pesquisa e não tinha cadeado; era para estudo e não tinha chave ou senha.

Foi uma época, lembro bem (ainda tenho uma cópia da minha primeira página pessoal perdida em algum lugar) que eu não imaginava que me envolveria com segurança da informação um dia. Foi uma época de pós-adolescência, inocência absoluta, quando eu colocava em meu site coisas como endereço, telefone, preferências gastronômicas e até foto. Basicamente, um prontuário público e acessível para quem tivesse uma porta de entrada para o até então restrito mundo da Internet.

Mas as coisas mudaram, e continuam mudando, muito. Eu, particularmente, tomei uma boa parcela de tempo para entender essa relação entre privacidade socialmente aceita e uma vontade louca de mostrar quem somos. Para falar a verdade, até pouco tempo tinha essa noção como uma verdade absoluta, algo que todos que acessam a Internet já sabem ou aprenderam com o tempo. Terminei descobrindo que nem todo mundo chegou as mesmas conclusões que eu, e esse foi justamente o principal motivo pela qual resolvi escrever esse artigo.

Felizmente, tudo é bem mais simples do que parece. Por um momento, e se você leu até aqui, deve estar achando complicado; mas não o é, lhe garanto, assim como é fácil entender que uma faca serve para passar manteiga no pão, mas serve para tirar a vida de alguém.

Quando preenchi as informações de cadastro do ICQ pela primeir vez, fiquei feliz em fornecer meu endereço e número de telefone. Achava que, com aquilo, seria fácil para as pessoas me encontrar.

Quando preenchi as informações de cadastro do Orkut pela primeira vez (faz tempo…) eu tinha a mesma impressão.

Fato: não importa o serviço online que queira encaixar nesta metáfora, seja uma página pessoal, seu perfil em um jogo, seu nick no MSN ou algo mais direto, como quem você é, dentro do Orkut ou Linkedin: aquelas informações estão sendo introduzidas por você.

Isso pode parecer estúpido, mas tenho certeza que, para muitos, é uma revelação assustadora. Aquelas mesmas informações que levaram uma penca de pessoas a cometer orkuticídio são um reflexo da imagem que você mesmo criou, intencionalmente. São um exemplo vivo da confidencialidade que era pseudo e, agora, deixou completamente de ser confidencial. Foi a sua vontade que, antes de apagar o perfil, preencheu satisfatoriamente todas as informações possíveis sobre si mesmo, em um ritual comum de auto-flagelo póstumo.

Eu não estou aqui para falar das dezenas de milhões de pessoas que utilizam perfis online de qualquer tipo para personificar quem não são (algum inimigo, alguém que queiram atingir de alguma forma, um ídolo, etc.), porque estas pessoas, consciente ou inconscientemente, já entenderam do que se trata este texto. Sim, elas USAM o sistema ao seu favor. Elas fazem a tecnologia, de uma forma deturpada, funcionar em paralelo aos seus objetivos.

Então, por que EU não posso fazer o mesmo, sem, necessariamente, deturpar o que quero dizer, ou sem atingir alguém, e sobre mim mesmo ?

É possível ! Eu usei a palavra “divulgar” com a intenção de mostrar que, da mesma forma que posso falar sobre mim incondicionalmente em meu perfil, eu posso falar “BEM” sobre mim, ou falar o que “QUERO” sobre mim… ou até falar, “querendo, bem”.

Muita gente ainda não entendeu que privacidade pode parecer simples em nossas mentes, mas é um conceito complicado, porque muitas vezes leva em consideração a intenção e, nestes casos, não podemos considerar algo privado ou confidencial se nós mesmos promovemos a sua divulgação, mesmo que inadvertida. O próprio uso da palavra “inadvertida” é dúbio, porque houve o “querer”. Difícil imaginar o querer, a intenção, e alegar o inadvertido, quando se tem todas as informações.

Pode parecer que estou brincando com palavras e conceitos, mas as pessoas se expõem demais online. Elas falam demais sobre si, e culpam, quando algo acontece que fere a sua privacidade, a vida online. É primordial que entendamos que, o ato de ferir, partiu de si próprio. É importante entender que a exposição não é obrigatória, muito menos irreversível ou irresistível (bem, pelo menos para a maioria esmagadora). Portanto, cabe a cada um de nós perguntar se as informações que possui disponíveis online fere algum pricípio auto imposto de preservação.

E, para finalizar em um último e simples parágrafo, não ache que a culpa da falta de privacidade parte da vida online; ela parte de nós mesmos. Nós colocamos intencionalmente a nossa vida exposta online. Então pare, pense, e coloque a melhor parte de si para fora, e apenas as partes que deseja. Você não precisa se expor. Ninguém lhe força a se expor. Mas se o fizer, faça bem feito. Se alguém ver algo sobre você online, tenha a certeza de que quis que aquilo fosse visto. A maioria de nós tem este poder. Não vou falar sobre celebridades aqui, afinal, a maioria delas, que tem uma vida online, descobriu o que escrevi aqui… tardiamente.

Ah! Antes que me perguntem… SIM, eu me divirto com Fotolog e Orkut, principalmente com as fotos absurdas, sem noção, e blogs derivados.

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O avanço das redes sociais

Atender à necessidade de socialização é trunfo das Redes Sociais

Atender à necessidade de socialização é trunfo das Redes Sociais

Os últimos anos deram início a uma nova internet, menos virtual, fria e isolada. O que antes era um espaço para sites estáticos e poucos links, além da forte figura institucional, agora é dinâmico, interligado e comum.

As redes sociais, simbolizadas pelo Orkut, e a facilidade de expor a idéia ao mundo através dos blogs deram um formato diferente a web, interligando cada vez mais pessoas.  Ferramentas como o Facebook e Twitter, e seu sucesso, são passos lógicos dentro de uma escala de crescimento da teia mundial de computadores.

Entender isso é simples. Um dos fundamentos do marketing diz que é preciso identificar a necessidade para construir qualquer tipo de produto. É aí que está o grande trunfo da internet, ela lida com uma das necessidades mais básicas do ser humano, a comunicação e a consequente socialização.

Assim, quanto mais dinâmica dentro de uma lógica de trocas sociais for uma ferramenta, mais sucesso terá. Não à toa, 734,2 milhões de pessoas, ou 66% da população mundial com mais de 15 anos, já navega nessas redes sociais, segundo pesquisa divulgada hoje pela empresa de consultoria comScore.

Em média, são 3,7 horas mensais passadas nesses sites. Segundo da lista, atrás apenas da Rússia (6,6 h), o Brasil tem uma média de 6,3 horas/mês.

Para o diretor executivo da empresa pernambucana Fishy, Marcelo Fernandes, a evolução das redes sociais aponta para uma maior democratização da internet e modifica a forma com que as empresas precisam se comunicar com os seus clientes. “Twitter, Orkut, Facebook, Blog. Uma empresa que não tenha perfis nessas ferramentas está fora do mercado. Não dá mais para ficar apenas fazendo branding com um site institucional. É preciso estar sempre em movimento e oferecer informações relevantes para o cliente”, diz.

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