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Youtube: Hitler e o Ipad

Na semana passada, Steve Jobs, CEO da Apple, lançou o tão esperado Ipad. Aguardado durante quase dois anos o e-reader da empresa decepcionou grande parte dos tecnófilos por se tratar de uma versão grande do Ipod Touch. Novidades mesmo só a nova loja de e-books, IBooks, e o processador do gadget, o A4.

Todos esperavam uma verdadeira revolução, que não veio. Mas não dá para dizer que o Ipad será um fracasso. Não é o que esperávamos, mas tem amplas vantagens sobre a concorrência. Os aparelhos programados pela HP e afins não prometem fazer nada diferente. É esperar para ver.

O Arena Tecnológica, como grande admirador da obra da empresa da maça, ainda aposta que, se corrigido o simples ‘erro’ de não ter multitasking, ele tem tudo para ser maravilhoso. Caso não, ainda será um ótimo gadget, principalmente para quem deseja utilizar o Ipad como organizador, o sistema de e-mail e agenda me parecem os melhores do mercado.

Bem, como criatividade é o que não falta na nosssa rede, confiram a reação de Hitler ao receber a notícia do Ipad em uma paródia do filme A Queda:


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O E-reader irá substituir o livro

E-books serão o novo paradigma de leitura. Mas somente as próximas gerações verão isso acontecer.

E-books serão o novo paradigma de leitura. Mas somente as próximas gerações verão isso acontecer.

Desde que começou a onda dos livros virtuais, ou E-readers, que muitos se apressaram em dizer que era o fim do livro em papel. Mais prático, fácil de ser armazenado, barato e não-prejudicial ao meio ambiente são algumas da vantagens associadas a esses produtos. Os que defendem o livro em seu formato clássico usam argumentos de que “nenhuma tecnologia acaba com a sua antecessora” ou “não há nada como sentir o papel com seu cheiro de novo. A sensação é outra”.

Bem, nenhum desses pontos apontados pelos dois lados são errados. Não há o que discutir que para quem gosta de ler um bom livro o manuseio é um componente importante na experiência de leitura, além das telas cansarem –  umas mais, outras menos - a vista.

Mas então por que digo que o E-reader irá substituir o livro? Simples. Não somos nós que veremos isso. São as próximas gerações, em 30, 50 anos. O avanço tecnológico criará e-books dobráveis, sem agredir a visão, e a experiência que temos com o livro deixará, aos poucos, de estar presente na maioria das escolas (que já começam fortemente a era da digitalização das salas de aula). Até porque a convergência faz com que o E-reader seja mais do que um livro, seja internet, jornal, revista, player…

O livro irá acabar? Não. Mas será artefato para colecionadores, como aconteceu com o vinil, e está prestes a acontecer com o CD. Acho até que não seja ruim essa mudança. Somente o barateamento do custo e a ampla oferta de títulos, em diversas línguas (tente importar um livro hoje em dia pra ver a dor de cabeça, ou 1 mês de espera) já são suficientes para justificar um novo paradigma de leitura.

A única coisa que pode atrasar um pouco essa revolução é a lógica das editoras, que temem sofrer mais do que a indústria fonográfica com a virtualização dos livros.

Mas quer saber de uma coisa? Pode até se debater, não tem volta. Ou repensa o modelo de negócio, ou Arrevouir.

Repito. Não somos nós que consolidaremos esse processo. Somos como a geração do D.O.S, que abriu as portas para a geração da cloud computing - apenas iniciadores.

 

Pesquisa mostra que o movimento já começou

 

Para os céticos que acham que o início dessa nova era está longe (repito, apenas a consolidação está distante), a empresa de pesquisa de mercado NPD Group divulgou pesquisa em que 37% dos consumidores entrevistados disseram ter interesse na compra de um E-reader.

É verdade, porém, que mais de 40% ainda reportou ter pouco ou até mesmo nenhum interesse. Só que ai vai um dado interessante sobre essa parcela: aproximadamente 70% dos não interessados afirmam simplesmente que gostam e preferem ler livros tradicionais.

Quer ler mais? Acesse a ótima matéria publicada na Revista Exame sobre o assunto. O acesso é gratuito.

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