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Microsoft anuncia Windows 7 e Office 2010. Melhor do que o Chrome OS?

Anúncio do Windows 7 é aposta da Microsoft contra o Google Chrome OS

Anúncio do Windows 7 é aposta da Microsoft contra o Google Chrome OS

Durante conferência da empresa nesta segunda-feira (13), a Microsoft anunciou novidades para seus dois principais produtos, o Windows e o pacote Office. O lançamento oficial do pacote de produtividade e do sistema operacional da gigante de softwares está previsto para o primeiro semestre de 2010 e deve contar com uma versão para ser rodada “on the clouds”, nas nuvens, sem necessidade de instalação.

Será a prova definitiva para saber se a Microsoft tem vez nesse novo mercado virtual ou se perdeu o bonde da história e está fadada a se tornar um dinossauro. Afinal, como dizem os especialistas do marketing, ganhos passados ajudam mas não significam um futuro brilhante, é preciso se reinventar a cada dia.

Em entrevista ao repórter da Agência Reuters, David Lawsky, o presidente-executivo da Offbeat Guides, David Sifry, que oferece guias online personalizados para 30 mil destinos, aponta uma das grandes vantagens dessa nova era nas nuvens. O Google Apps permite que ele viaje sem computador, porque pode recorrer online a todos os aplicativos de que precisa.

Outro fator que preocupa é o resultado de pesquisa realizada pela ScriptLogic Corp segundo a qual 60% das empresas não pretendem adotar o novo sistema da Microsoft. A decepção com o Vista ainda está muito latente.

É bem verdade que 95% dos computadores do mundo usam o Windows, mas analistas estimam que cerca de 2% dos usuários de PCs vão usar o Chrome em seu primeiro ano. Fazendo esses cálculos ao longo de alguns anos, a liderança, até certo ponto tranquila, da Microsoft pode estar ameaçada. Ou abre os olhos ou até a próxima.

Office 2010, Windows 7 e concorrência*

Hoje, Stephen Elop, presidente da divisão de negócios da Microsoft, anunciou que o pacote Office 2010 (da mesma forma que os aplicativos SharePoint Server 2010, Visio 2010 e Project 2010) já teve sua estreia técnica e que dezenas de milhares de pessoas começarão a testá-lo a partir de hoje.

A Microsoft afirmou que o lançamento final do pacote Office 2010 (que terá uma versão para funcionar na internet, sem a necessidade de instalar o programa no computador) acontecerá no primeiro semestre do ano que vem.

O pacote Office 2010 e o Windows 7, o sistema operacional que substituirá o Windows Vista, são as grandes apostas da Microsoft para manter sua hegemonia no mundo dos PCs, frente aos embates travados pelo Google, que cada vez mais tenta entrar em seus campos tradicionais.

Na semana passada, o Google anunciou que está testando um sistema operacional para “netbooks” (um novo tipo de equipamento menor que os portáteis tradicionais) que se chamará Chrome, como seu browser de internet que já está disponível. Além disso, também comercializa o Android, um sistema operacional para telefones celulares, outra área de negócios que a Microsoft considera fundamental para seu futuro e na qual já compete com o iPhone da Apple e com o BlackBerry do canadense RIM.

O Google também já tem um conjunto de aplicativos similares ao pacote Office que pode ser executado pela internet. Mas ao contrário do que aconteceu com o Windows Vista, a Microsoft acredita que o Windows 7 será um produto de sucesso.

O vice-presidente do grupo de negócios da Microsoft, Bill Veghte, anunciou que, neste mês, a companhia começará a distribuir o Windows 7 entre os fabricantes dos sistemas, para que o instalem em produtos que serão vendidos nos próximos meses.

O lançamento público do novo sistema operacional acontecerá no dia 22 de outubro. Veghte, que qualificou o Windows 7 como “uma plataforma fantástica”, reconheceu que a empresa realizou “uma significativa modernização”, depois de aprender com os erros cometidos com o Vista, especialmente no terreno da compatibilidade com outros aplicativos e hardware.

“Queremos estar seguros de que o Windows 7 é compatível. Estamos trabalhando muito para assegurar que a migração do XP e do Vista para o Windows 7 seja simples. Atualmente, temos 16 mil parceiros desenvolvendo softwares (para o Windows 7). Só saberemos se deu certo depois que ele estiver disponível para o público geral”, acrescentou.

Trecho de matéria da Agência EFE

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HP, Asus e Acer já pensam em equipamentos para o Chrome OS

Segundo matéria publicada pelo IDG News Service, de Taiwan, as gigantes HP, Acer e Asus já começam a desenvolver equipamentos voltados para o uso do novo sistema operacional do Google, o Chrome OS, que será lançado em 2010.

Parceiras indissociáveis da Microsoft, Dell e Intel não constam na lista de parceiras do novo sistema. “A equipe do Google Chrome OS está trabalhando atualmente com muitas empresas para desenvolver e construir dispositivos que ofereçam uma extraordinária experiência ao usuário final”, afirma o Google.

Na Computerworld, uma análise muito boa sobre sete questões que devem ser pensadas sobre o Google Chrome e seus impactos na indústria mundial de T.I. Segue a baixo os sete pontos sugeridos pelo site:

1 – Ameaça à Apple
Enquanto muitas notícias focarão na ameaça do Chrome OS ao Windows da Microsoft, o principal prejudicado pode ser o Mac OS, da Apple.

Usuários que buscam um sistema operacional alternativo ao Windows, normalmente consideram duas opções: o Mac OS X ou o tradicional Linux. O segundo ainda enfrenta reclamações de problemas de rede e drives dos periféricos. Já o Mac OS tem duas desvantagens: menor número de aplicações (o que não chega a ser um problema para muitos consumidores) e hardware caro.

Se houvesse uma versão do Mac OS que rodasse em máquinas que não são da Apple, talvez o Google não encontrasse um mercado tão promissor. Mas o Chrome OS provavelmente atingirá a mesma audiência do Mac OS X – daqueles que buscam alternativas ao Windows – enquanto oferece uma plataforma que roda em hardwares mais acessíveis.

2 – Preço do Windows 7
Pode-se esperar que a Microsoft pense duas vezes em como vai cobrar pelas variadas versões do Windows 7, especialmente se o sistema operacional do Google atrair a atenção do mercado. A companhia deve ficar mais receptiva às reclamações dos usuários do Vista que querem fazer a atualização de maneira mais barata.

3- Netbooks são apenas o ponto de partida
Usuários de desktops mais potentes podem, inicialmente, hesitar em enviar o controle de seus aplicativos “à nuvem”, mas essas mesmas pessoas podem ser menos resistentes a fazer isso com seus netbooks.

Usuários de ultraportáteis esperam – e usam – menos aplicativos. Libertar-se dos pesados softwares antivírus para Windows pode ser uma vantagem se o Google OS for simples, seguro e rápido como promete.

4 – Grandes empresas não serão as primeiras consumidoras
Os departamentos de tecnologia de grandes corporações não vão substituir seus softwares baseados em Windows pelo sistema do Google. Enquanto o Chrome OS tem boas possibilidades de conquistar espaço em pequenas empresas, as grandes corporações só começarão a adotá-lo quando o sistema provar que tem capacidades de gerenciamento corporativo.

Empresas menores, que necessitam de menos aplicações, podem estar mais interessadas, especialmente se os custos e a manutenção forem menores.

5 – Estudantes são mercado potencial
Atualmente os estudantes têm uma mobilidade que não poderia ser imaginada cinco anos atrás. Eles também são menos preocupados se seus aplicativos estão no desktop ou na web.

6 – Flashback
Pode ser que o Google esteja tentando trazer de volta o mantra da Sun Microsystems, de que “a rede é o computador”.

7 – O domínio do Google seria melhor que o da Microsoft?
No curto prazo, o anúncio do Google aumentará a competição no setor de sistemas operacionais e provavelmente vai incentivar a Microsoft a oferecer melhores condições àqueles que optarem pelo Windows 7. Mas o Chrome OS não roubará uma participação muito grande do Windows no mercado, em curto prazo.

Por outro lado, o Google já tem um ótimo negócio dominando o mercado de busca, que se tornou um dos principais fatores da navegação pela web.

Apesar de o Google tomar para si o slogan corporativo de que eles “são do bem”, a ideia de uma única empresa controlar o desktop, as aplicações e os dados armazenados deve ser preocupante. Será interessante ver se a comunidade do código aberto receberá bem o sistema operacional do Google ou se eles estarão atentos às possíveis consequências desta ação.

Por Machlis Musings, editora da Computerworld, dos EUA

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